A maldição

1 11 2008

Thorn

Ele quer esquecê-la a qualquer custo! Mas não consegue se desvencilhar do passado em comum, não esquece o beijo e o olhar brilhante daquela que lhe roubou o seu bem mais precioso: o seu coração.

Ela lhe sorri irônica. Senhora de si, sussurra em seu ouvido:

“ – Jamais irás me esquecer… Podes correr o mundo, deitar-se com as mais belas mulheres e ver o tempo acalmar o corpo, mas não o pensamento. Vais sempre sentir o meu perfume envolto na brisa noturna das noites de luar, vais sentir o gosto do meu beijo a cada gota de vinho que experimentares. E eu ainda estarei lá. Alojada como um espinho em seu coração!”.

Em nenhum momento ele vacilou, manteve o orgulho intacto e partiu sem olhar para trás, decidido a arrancá-la de seu coração, estava disposto a mutilar-se!

Mas o tempo que é aliado das grandes paixões foi cruel com os dois amantes. Ele não a esqueceu, mas ela saiu vitoriosa?

Não…

A mesma maldição que lançou àquele coração dilacerado lhe atingiu e transpassou por sua alma, se ele não consegue esquecê-la tampouco ela o esquecerá!

Eis aqui a mais cruel das maldições: ele a ama com paixão, mas não admite e ela não consegue enxergar outro que não ele, mas jamais lhe confessará!

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