One by One

1 02 2009

Medo. Medo não, pavor! Pânico? Não sei… A verdade é que deixar de sentir os pés no chão da piscina ou de um rio ou mesmo do mar, sempre me apavorou. Entrar em um terreno desconhecido e com possibilidade de perder o controle sempre mexeu demais comigo. Em todos os aspectos.

Decidir me libertar de um dos meus medos foi uma atitude tomada em meio a um belo porre de vinho barato, mas estou seguindo em frente. E não pensei muito antes de me matricular em uma academia para ter aulas de natação.

Chegando à academia, encontrei no vestiário uma japonesa que também faz aula. De touca e óculos cor de rosa, confesso que ela aliviou o meu receio de pagar mico saindo do vestiário vestida a caráter para minha primeira aula.

O primeiro exercício foi atravessar a piscina segurando nas barras laterais – Para sentir a profundidade da piscina. – indicou a professora. Devagar, mas constante, fiz o que pediu e cheguei viva até o outro lado.

O segundo exercício foi o de respiração. Este causou estranheza no início, mas depois me acostumei a soltar bolinhas pela boca embaixo d’água. Quando a professora percebeu que já estava dominando os exercícios de respiração, me entregou a temida pranchinha e pediu que eu flutuasse na piscina, fazendo o exercício de respiração que havia acabado de aprender. Depois de um tempo a pranchinha foi trocada por um minúsculo flutuador e depois por nada, eu deveria flutuar sozinha!

Natação

Depois disso foi a vez de bater os pés segurando na escadinha da piscina. E novamente os exercícios com a pranchinha e o flutuador até chegar ao final da aula nadando! Fiquei surpresa ao perceber o quanto nadar é instintivo. Bastaram algumas orientações e disciplina. Foi uma experiência excelente para uma primeira aula. Agora a questão é aperfeiçoar e ganhar cada vez mais confiança.

O primeiro passo foi dado, ou melhor, o primeiro mergulho foi dado. Um medo a menos, uma vitória a mais. O próximo passo? Passar para os próximos medos e eliminá-los. Um a um.

Seguirei fielmente os conselhos de um velho amigo quando estávamos bêbados em uma mesa de bar:

– Liberte-se! Entre em erupção…