A Anti-Heroína Incompreendida

11 05 2009

É um rótulo enigmático, mas totalmente adequado para o momento. Aos curiosos, tento dissecar a alma da protagonista que não é tola ou boazinha o suficiente para ser chamada de mocinha e nem tão malévola a ponto de ser tachada de vilã. Esta é uma anti-heroína. Sempre no meio do caminho. Sempre defendendo seus pontos de vista. Disso jamais abre mão.

Não tente enganá-la, ela sabe. Se sucumbir aos seus encantos é porque de alguma forma isso será proveitoso para ela também.

Lembre-se: Você não está lidando com a mocinha da história. Pare para pensar que talvez você esteja sendo manipulado. Ela conhece seus pontos fracos, aqueles que você lhe contou ao pé do ouvido, quando estava totalmente convencido de que ela estava bêbada. Bêbada? Só se for propositalmente. Só se perceber que seu objeto de desejo é potencialmente mais fraco e adora ser o dono da situação.

Na grande maioria das vezes a anti-heroína é orgulhosa e faz tudo para manter o seu orgulho intacto. Não tente ser mais esperto do que ela. Não há nada mais detestável do que um amador querendo se passar por profissional. Mentiras e omissões são sinônimos para ela.

De novo o conselho: Você não está lidando com a mocinha da história. Se a sua intenção é apenas levá-la para a cama, diga a ela! Com certeza não se fará de rogada se você souber cativá-la. Pode apostar. Mas não minta dizendo que ela é a única, se ela não for. Ela saberá a verdade e mesmo que seja uma única noite descompromissada, não vai perdoá-lo por subestimá-la desta forma. Anti-heroínas não suportam serem subestimadas.

Se você não está preparado para uma mulher forte, esqueça. Aqui cabe o ditado:

“Ame-a ou deixe-a”.

Espero que agora tenha me feito entender.

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6 responses

11 05 2009
Tatiana

Oi Lu! Gostei! Beijão!
Você se inspirou em que para escrever?!
No comportamento em si?! Numa personagem de algum lugar?! Na palavra que surgiu na sua cabeça?! hehe

11 05 2009
Mila

Sempre no meio do caminho?
Bom, Loo, você sabe, os budistas dizem que o “caminho do meio” é o melhor… rs!
Beijão, profissa. 😉

12 05 2009
Luciana Muniz

Oi Tati,

Legal que tenha gostado!
Sim, eu me inspirei na personalidade da protagonista do romance que estou escrevendo, ela é a típica anti-heroína! 😉

Oi Mila,
Não conheço a filosofia budista, mas a palavra de ordem prá mim é equilíbrio, sempre! rs
Talvez por isso curto tanto as anti-heroínas. Nem boas, nem más, apenas humanas! 😉

Bjitos meninas!

12 05 2009
Tatiana

haha
Gostei disso:
‘Nem boas, nem más, apenas humanas!’
😉

3 08 2009
Antonio Prado

Díficil lidar com mulheres de personalidades fortes, mas no fim, são estas as que ficam, pois as fracas acabam, quase sempre, sendo substituídas.

Isto vale para ambos os sexos.

De vez em quando passo por aqui e acabo sempre encontrando um texto interessante, talvez, seja algo em comum de TI.

Parabéns.

5 08 2009
Luciana Muniz

Olá Antônio!

Concordo que é dificil de lidar com mulheres de personalidade forte, a maioria se assusta, mas ao mesmo tempo se sente atraída por aquilo que temem. Interessante isso, não?

Ah! Obrigada pela visita e volte sempre! 😉

Abraços,

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