As duas em mim

1 11 2008

Ás vezes não me reconheço, sou uma e sou outra. Uma quer se entregar à você e ser tua para sempre, mas a outra jamais admitiria tal submissão!

Uma é sensata, o equilíbrio a acompanha constantemente, é a tradução do amor denso e inesquecível! A outra é independente e explosiva, perturbadora! Com a intensidade do calor de um vulcão no olhar, a paixão exacerbada!

Esta que o beija com ternura, que sente o corpo estremecer com o seu toque também abriga aquela que faz seus lábios flamejarem com o calor do seu desejo.

Qual delas o ama mais? Qual delas é a verdadeira? Não sei… Talvez as duas.

As duas em mim despertam e adormecem com a mesma facilidade com que a lua se livra das nuvens que encobrem o seu brilho. Vivem e morrem no corpo de uma mulher que ama, que aguarda aquele que decerto também luta contra os dois que o arrebatam. Aquele que em um momento explode em sua ira, bradando maldições e em outro sente seu mundo vazio e chama meu nome baixinho.

Quando iremos enfim nos encontrar?

Das duas em mim e dos dois em ti, qual será o enlace perfeito? O colérico e a apaixonada ou o voluptuoso e a amaldiçoada?

O colérico irá perder o ar e abrandar o seu ódio ao ver o brilho no olhar da apaixonada e o voluptuoso… Ah… Este ficará fascinado pela sensual melancolia da amaldiçoada!

De nada adiantarão suposições, pois as duas em mim e os dois em ti se completarão a ponto de não serem mais dois, mas apenas um!

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