O Jogo do Eu

6 09 2010

Um livro que propõe de forma lúdica um dos caminhos para o autoconhecimento. Assim pode ser definido “O Jogo do Eu”, de R. D. Silva, livro em formato diferenciado (suas páginas são soltas), contendo exercícios propositalmente pensados para fazer refletir, conhecer e despertar a criança interior dos leitores.

Comprei motivada pela curiosidade de conhecer a proposta do autor e gostei bastante. Transcrevo aqui cinco exercícios realizados, que talvez sirvam de inspiração aos que se sentirem tentados a se conhecer melhor.

1) Faça!

Comece hoje algo que você está adiando há tempos. Tome aquela decisão que você receia e vem protelando. Acabe e algo que foi começado, mas nunca concluído. Defina uma situação que vem se perpetuando.

Para concluir este exercício refleti sobre tudo o que tenho pendente e decidi “atacar” apenas a parte literária, por enquanto. Fiz um planejamento de conclusão de cada um dos meus projetos literários e assim surgiu o projeto Alpha, cujo objetivo é reescrever uma versão melhorada de todos os meus romances. Baita exercício de aprendizagem e quem sabe no embalo não aparece um livro que mereça ser publicado?

2) Perceba a sua Pequenez

A humildade geralmente é associada à pobreza ou à submissão. Na realidade é a consciência da real dimensão de si mesmo. Somos vaidosos, atribuindo importância exagerada ao nosso ser. Pense na dimensão do universo, na quantidade de galáxias, na dimensão de nosso planeta perante nossa galáxia e de si mesmo perante o planeta. Lembre-se de que a distancia que separa o mais sábio dos homens do mais parvo é irrisória perto do que ambos desconhecem. Você consegue perceber qual dos micróbios em sua mão é o mais ilustre?

Da reflexão deste exercício fica a certeza de que Sócrates (não o jogador e sim o filósofo grego) sabia o que dizia quando falou: “Só sei que nada sei!”.

Preciso dizer mais?

3) Recorde uma experiência de sua vida que foi ruim na época e que hoje parece engraçada.

Rir de si mesmo é uma das maiores virtudes do ser humano. Recorde uma destas ocasiões e conte para seus amigos, rindo sinceramente.

Serve o dia em que achei que iria morrer por ter engolido um caroço de limão? Eu tinha seis anos e me lembro até hoje do meu desespero, que passou assim que o dia amanheceu e eu estava lá, vivinha!

4) Faça Ginástica

Hoje você deve arrumar um tempo para se dedicar a algum tipo de atividade física. Pratique um esporte, faça ginástica, yoga, natação ou simplesmente dê uma longa caminhada. Durante a atividade observe o comportamento do seu corpo, sinta seus ritmos, como a respiração, o batimento cardíaco e o fluxo do sangue em suas veias e artérias. Sue um pouco, mas não se violente. Identifique seus limites e respeite-os.

Uma longa caminhada já faria efeito, mas além dela a vivência do yoga é excelente para a percepção do nosso corpo. Os exercícios de respiração e meditação que acompanham a prática nos fazem perceber o quanto corpo, mente e espírito estão interligados. Aqui entendi que a consciência dos próprios limites é uma base forte para seguir adiante.

5) Cante uma canção do começo ao fim

Se você não sabe a letra pode lê-la, mas cante repetidas vezes até decorá-la.

Escolhi a música “Pista de Dança” da Adriana Calcanhotto, cuja letra pode ser lida (ou ouvida) aqui.

E cantarolando me despeço, ainda tenho um livro inteiro para ler! 😉

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